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Tudo começa no player do painel do carro. Existem modelos mais simples: apenas para reproduzir CD, convencionais ou de mp3 que variam de 20 a 200 músicas. A coisa incrementa um pouco mais com os modelos que têm mais recursos como entrada para pen drive ou tecnologia BlueTooth.
Nesse caso você pode até mesmo reproduzir músicas a partir de outros aparelhos como celulares e iPod. O player do som do seu carro pode virar uma central de diversão completa com telas, DVD e muito mais. Puro estilo, né?
Primeiro passo: montando o ambiente para o som!
A primeira etapa é escolher um player corretamente. Ele é a parte mais importante do sistema de som, já que é de onde o som será gerado!
Por isso, é fundamental a escolha de um de boa marca! Ele precisa ter capacidade de expansão, tela bem iluminada, controle remoto, saída RCA dual, botão de pausa, frente descartável e uma voltagem maior para o amplificador, para um som com menos ruído. Ufa!
- FullRange: não é uma boa solução técnica, pois não existe falante que consiga reproduzir toda a faixa de frequência audível (20 Hz a 20KHz) ao mesmo tempo. São confeccionados em papel e com borda rígida com tamanhos de 3" a 6". Também existem aqueles com difusor de agudos, um cone menor no centro do falante com o objetivo de reproduzir melhor as altas frequências.
- Coaxial: composto por dois falantes em uma mesma peça - para graves (woofer) e para agudos (tweeter), tem tamanho que varia de 3" a 6x9" e já com a borda de borracha. Atualmente temos coaxiais profissionais de 12" e 15", mas ao invés de tweeter temos uma corneta.
- Cornetas: para reprodução de frequências médias a agudas. Ele é composto por cone de plástico ou metal que pode ser separado de seu corpo principal.
- Triaxiais e Quadriaixiais: têm três e quatro falantes numa mesma peça para a reprodução de sons graves, médios e agudos. É uma opção barata para substituir um kit composto por falantes separados. Nesse tipo, cada falante é produzido para funcionar melhor em cada faixa de frequência, otimizando o conjunto (woofer para graves, mid-range para médios, tweeter para agudos e super-tweeter para "super-agudos" (agudos próximos a 12KHz)). Seu tamanho varia de 5" a 6x9".
- Subwoofers: falantes específicos para reproduzir sons muito graves abaixo de 120Hz. Seu tamanho varia de 8" a 21". São pesados e por isso é necessário muita potência para fazê-los funcionar, de 100W a 1500W RMS.
- Woofer: muito parecido com o subwoofer, sendo a principal diferença a faixa de frequência trabalhada, em torno de 100Hz a 1KHz. Possui borda rígida e seu tamanho varia de 5" a 18".
- MidBass: especificamente projetada para reproduzir frequência média-grave, em torno de 100Hz a 5KHz. Possui borda de borracha para melhor reprodução das frequências graves, parecido com o Subwoofer. Tamanho entre 5" a 8".
- MidRange: para frequências médias de 200Hz a 5KHz que pertence a praticamente todos os instrumentos musicais. Geralmente de 3" a 4".
- Tweeter: para as frequências agudas de 2kHz a 20kHz. São bem pequenos, entre 0,5" e 3" e confeccionados em diversos tipos de material, como papel alumínio, cristal, derivados do plástico, niobium, neodímio, titânio etc.
É tudo uma questão de potência
Ao escolher os falantes para seu sistema de som fique de olho na potência indicada sem, é claro, se iludir com os números exagerados dos fabricantes, viu?
Eu explico! A potência medida em PMPO (que é a potência suportada por um pico de tensão com duração de milésimos de segundo) não é confiável, pois não existe até hoje padrão preciso para essa medida. O valor mais confiável é a potência RMS, a potência real dos falantes. Com esse valor você pode comparar os falantes sem medo.
A potência RMS indica a máxima potência que o falante suporta desde que esteja reproduzindo a faixa de frequência para a qual ele foi fabricado, isto é, a potência que ele suporta ao funcionar por bastante tempo reproduzindo uma música.
Em todos os casos deve-se procurar um profissional, e quanto mais potentes forem os alto-falantes, maior será a necessidade de um amplificador para administrar a energia usada.
Amplificador e subwoofer é a dupla que dará peso a trilha sonora do seu sistema de som, seja ele automotivo ou doméstico. Para que o som tenha qualidade e nitidez alguns detalhes precisam ser observados como a potência máxima do amplificador.
Ela deve ser sempre menor ou igual à potência máxima do alto-falante. Do contrário, ruídos e distorções tomarão o lugar da boa música. Resumindo: a potência nominal (RMS) do amplificador deve ser menor ou igual à potência nominal (entrada) do alto-falante.
Sabe o que acontece quando você liga um amplificador de potência nominal de 1000 W (RMS) a um alto-falante com potência máxima de 1000 W? Você queimará as bobinas do alto-falante! Portanto, muita atenção para o volume máximo!
Instalação, eis a questão
Mesmo que vá montar o som numa loja especializada, você deve ficar atento a uma figura importante: o montador. Procure por empresas especializadas (nada de "fundo de quintal" ou "amigo do amigo") e, além disso, informe-se com clientes do montador sobre seu trabalho, rapidez e responsabilidade.
- Quem comprar as peças separadas (Subwoofer, MidBass, MidRange e Tweeter), para obter mais "pressão" no som, ou seja, mais potência, vai precisar investir em amplificadores. A instalação nesses casos não é feita diretamente no player. Isso porque cada falante é fabricado para reproduzir certa faixa de frequência. Para isso é preciso utilizar um equipamento chamado "crossover": ele "pega" a música com frequência de 20Hz a 20kHz e a divide em 2 ou 3 canais com faixas de frequências diferentes, uma para cada falante. Esta peça é fundamental para proporcionar melhor definição sonora.
Prestando atenção nesses detalhes, escolhendo equipamentos de fabricantes reconhecidos e profissionais especializados, o som do seu carro tem tudo para te relaxar e divertir durante horas no trânsito!